Ansiedade, como lidar através da espiritualidade

A ansiedade tem se tornado uma grande vilã dos tempos modernos, levando em situações mais críticas e avançadas até a ataques de pânico.

Antes de tudo, é importante saber que a ansiedade tem como base a insegurança e o medo.

Medo de quê?

Ao longo dos anos, nós como seres humanos fomos nos afastando do que nossos ancestrais ainda preservavam em seus corações, que é a segurança de que como filhos da criação, tudo podemos, assim como aceitamos tudo que nos é envidado.

Quando a ansiedade chegou?

Desde crianças fomos ensinados a identificar “quem somos” através do julgamento dos outros sobre nós mesmos.

Essa prática se tornou tão potente em nossa existência, que muitas pessoas fazem “qualquer coisa” para serem: amadas, aceitas ou reconhecidas.

Ansiedade e a insegurança

Pessoas com alto nível de ansiedade, possuem uma grande insegurança de si mesmos, por isso buscam controlar tudo ao seu redor, tanto as pessoas como as situações.

A ideia do controle é no fundo, um plano traçado para que as pessoas e situações sigam mantendo seu papel de “julgadores” idealmente que o resultado seja aquilo que deseja ouvir como um: “Eu te amo”, “Meus parabéns”, “Você é excelente”, “Queremos você em nosso time”.

Estas aprovações externas que nos mantém seguros, validando o sentimento de que estamos sendo úteis neste mundo e podemos seguir vivendo.

Ataque de Ansiedade

Quando a ansiedade ataca?

Quando começamos a perceber que o controle que exercemos ao mundo externo para que ele responda da forma que gostaríamos para sentirmos bem, não acontece como o esperado.

Sem a resposta do mundo externo, tudo começa a desabar e a ansiedade inicia seu trabalho, que pode ir desde roer de unhas, como coceiras na pele, em casos mais sérios automutilação e ataques de pânico.

Em alguns casos também chegamos a sentir uma sensação de morte.

Isso acontece porque nosso ego está em colapso, aquela imagem que criamos de nós mesmos está a ponto de desmoronar, isso faz com que tenhamos uma sensação psicológica de morte.

A morte do Ego

A morte não é biológica e sim psicológica.

A morte do ego é a destruição de tudo que você acreditava ser você.

Em algumas filosofias e estudos sobre o desenvolvimento pessoal, este momento da morte do ego é uma das mais importantes para nosso crescimento e evolução.

Se tudo aquilo que eu acreditava ser eu, morre, então o que sobra?

Neste momento de crise existencial é que nos damos conta que se não somos “ninguém” então podemos ser o que quisermos.

Como tratar a ansiedade?

Para tratar a ansiedade, devemos buscar limpar de nossas vidas tudo aquilo que não gostamos, tudo que não nos faz sentir bem.

Busque por pessoas, situações, locais que quando você tem contato, lhes trazem a sensação de esgotar ou sugar suas forças.

Tendo essa lista, vá eliminando uma a uma da sua vida.

Obs: para situações que não consiga eliminar por mais que tenha feito todo possível, então pode ser que isso seja um karma (experiências de aprendizado) que servem para fortalecer seu espírito.

Buscando inserir coisas que lhe trazem alegria e enchem você de vida.

Para que a ansiedade comece a desaparecer da sua vida, é importante fazer o caminho contrário, ou seja, ao invés de busca aprovação do mundo externo, passar a buscar de si mesmo.

Em alguns casos mais críticos é importante tomar medicamentos, para inibir a emissão da noradrenalina no cérebro. Mesmo tomando remédio em paralelo à pessoa pode seguir fazendo sua busca.

Segurança de si mesmo

Para alcançar a segurança sobre si mesmo, é muito importante a jornada do autoconhecimento, onde você deve, pesquisar, investigar, estudar, analisar tudo sobre você.

Agora você passa ser o centro da sua atenção e não mais o outros.

Durante este estudo, começará a perceber coisas que não gosta e outras que adora, e isso chega a certo ponto onde você se apaixona por si mesmo.

Ao chegar neste estado você também está aceitando a si mesmo e honrando a criação, Deus ou inteligência universal como queira chamar.

Todos somos filhos da criação

Em diversas filosofias, fala-se sobre nós seres humanos como a própria individualização do criador de tudo que é.

A partir deste ponto de vista, de que somos o próprio Deus ou Deusa, individualizados, porque precisamos buscar este reconhecimento fora?

Basta, nós mesmos, reconhecer que somos filhos autênticos da criação.

Isso é tudo.

Não há nada fora de nós, que possa abalar esta segurança.

Então devemos aprender, como almas individualizadas da própria criação, a sentar no trono de nosso templo (corpo biológico) e tomar o comando sobre ele e suas ações, pensamentos e sentimentos.

Fazendo que o corpo seja uma expressão da sua alma, consequentemente uma expressão da própria criação de tudo que é.

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