Sou amante da capacidade que temos como seres humanos de ter consciência da própria mente.

Essas questões sobre o “poder” da mente sempre me fascinaram, lembro do meu primeiro livro que ganhei de minha avó aos 16 anos, porque ela via minha curiosidade e por ser bastante religiosa me deu de presente esse livro de parapsicologia: a cura pela imposição das mãos do Frei Hugolino. Achei tão fantástico esse livro, porque é escrito a partir da visão pessoal sobre cada teste e experimentos que ele ia fazendo com a mente.

Acredito que não existe o “certo” ou o “errado” existe o que fazemos e a conseqüência da nossa ação no mundo em que vivemos. Fui criado em uma família católica tradicional de cidade pequena, e tive oportunidade de ver muito claro o esforço de meus pais faziam para mostrar seu status e serem aceitos socialmente, e o preço alto que pagavam para isso, minha mãe teve depressão profunda com 42 anos, e acredito que deveria ter como 17 anos e ver minha própria mãe trancada no banheiro com uma faca cortando os pulsos para se matar, foi um grande choque para toda família … Isso seguiu com varias outras tentativas de diversas formas até encontrarem quadros mais estáveis através de medicamentos pesados.

Eu olhava nos olhos de minha mãe e não enxergava ela, durante muitos anos foi assim, e este estado serviu de combustível para toda minha força de vontade de entender a mente humana, como é possível chegar aquele estado, como foi que a mente foi levada a essa forma, dentro de mim soava entender aquele estado, eu precisava ter minha mãe de volta, entender o que havia acontecido para ela chegar nesse estado, e conseguir encontrar a saída para dizer a ela como poderia voltar a ter uma vida saudável e poder assumir novamente seu posto de mãe.

Os anos foram passando e me tornei profissional Coach em 2003 e passei atender as pessoas, ajudando a criar seu projeto de vida e encontrar seu sonho de vida e acelerar a realização de seus propósitos, em 1 ano atendi mais de 100 clientes e tive a oportunidade de compreender mais a sobre a riqueza da mente humana, e como ela é muito semelhante entre todos independente de sua classe ou estilo, foi uma vivencia super bonita escutar e estudar ao mesmo tempo as histórias de vida e seus propósitos, esse sem dúvida foi um material muito rico de aprendizado para minha biblioteca de estudo sobre a mente humana.

Logo Formado em Design de produto e filho de empresário, cedi a veia empresarial e me dediquei a empresa de meu pai, por 10 anos estive conhecendo todos os setores, e como tudo funcionava no mundo empresarial e fabril, tive a oportunidade de ver a empresa nascer das intenções e força de vontade de meu pai e tão pouco dinheiro para ver-la crescer, desta forma pude fazer parte do desenvolvimento de cada área da empresa, produção, vendas, financeiro, compras, criação e tudo que uma pequena empresa brasileira passa para conseguir se tornar um negócio estável, e assim acompanhei esse crescimento até um faturamento de 200 a 300 mil por mês, logo depois sofri uma crise existencial !

Isso mesmo essa “crise” me impulsionou, no melhor momento financeiro da minha vida, eu estava viajando por todo Brasil e fazendo cursos e estudos em São Paulo, logo me parei pensando que aprendi na faculdade a proporcionar o melhor produtos a fim de ser o campeão de vendas no mercado… e em uma viajem de carro em um lapso de tempo como se o mundo parasse naquele momento eu olhava aqueles caminhões que vendiam produto animal com a logo da empresa representado por um franguinho feliz da vida, e pensei na puta capacidade que temos de enganar as pessoas parecendo que aquilo é uma coisa tão linda, quando na verdade aquele franguinho de feliz não tem nada !!! Aí tive um colapso.

Tomei uma decisão de ir morar na Patagônia chilena em meio as montanhas em uma escola de espiritualidade chamada Cóndor Blanco e lá puder ver que todos estamos buscando sermos melhores pessoas porem o que nos falta é material de estudo para conseguir chegar a um resultado mais contundente, não é a toa que os grandes ensinamentos em épocas antigas e também atuais eram escondidos a sete chaves…

Esse talvez seja um assunto para outro artigo.. hehe !


Em algum momento da minha solidão e a falta de amor em um mundo empresarial, eu decidi com minha alma querer ter a experiência de estar sem grana para sentir o que é a humanidade, como alguns amigos mochileiros que só comem se alguém lhes oferece comida…

Posso dizer que eu consegui, vivi oito meses morando em uma barraca em meio as montanhas, tudo que eu tinha de posse era a barraca e uma mala de roupas, essa sensação de estar com pessoas desconhecidas, em um país desconhecido, minha vida realmente virou do avesso, para completar perdi uma namorada de oito anos, saí da empresa de meu pai ….

É realmente quando pedimos algo alguém escuta, depois de seis meses enfrentando meus próprios demônios, comecei a abrir meus olhos de uma forma diferente, à nova pessoa q estava me tornando.


Me dei conta que tudo que eu era foi destruído, todos os rótulos que havia criado sobre mim desmoronaram, como se aqueles caminhões com bolas que destroem as casas, assim senti como a pessoa que eu era, que eu lutava para defender veio ao solo. Então preencheu meu ser uma das compreensões mais lindas que já tive uma sensação de liberdade que dizia: “Agora que você não é ninguém, pode ser o que você quiser”.


Isso me encheu de amor por mim mesmo, e me fez querer conhecer os verdadeiros sentimentos que habitavam em mim, para que se fosse construir uma personalidade nova, então que se parecesse aos sentimentos mais puros que haviam… E assim sigo até hoje buscando a harmonia do que vejo dentro com o que vejo afora de mim.


Hoje vivo em Florianópolis, acredito que honrando tudo que aprendi, cheguei no momento de viver o caminho do meio, nem um extremo nem o outro, por conhecer os dois lados, acredito que agora posso trilhar com harmonia minha caminhada, e espero que meu trabalho possa apoiar as pessoas que buscam entender melhor a vida humana, meu objetivo aqui é compartir minha visão com propósito de somar a visão dos demais.


Acredito que ninguém aqui é dono da verdade, todos estamos buscando melhor entendimento sobre “ser humano” e se compartilharmos podemos nos apoiar, já que estamos todos no mesmo barco.


Nessa minha caminhada até agora, ganhei algumas experiências, e as que mais me identifico são como terapeuta, Coach, numerólogo e liderança de equipes.


Espero que gostem !
Abs, Rafael Shitarum


PS: Em minha experiência na montanha, conheci mais profundamente uma cultura antiga provinda de um índio nativo Mapuche chamado Mankeliuk, que hoje é repassada por meu mentor-raiz Suryavan Solar, o qual me iniciou nessa linhagem e me deu um nome “Shitarum” que significa guerreiro se luz, os nomes fazem parte da cultura desta linhagem tão antiga. Em honra ao que aprendi uso este nome junto do nome dado por minha mãe, Rafael.